quinta-feira, 22 de julho de 2010

Milagres, sinais do Caminho



Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. João 20:30 e 31.

Numa viagem que fiz com minha esposa, chegamos em uma cidade que possuía um cruzamento enorme, uma “trevo” como chamamos. Faltava sinalização e então eu tomei o caminho que eu achava estar certo, meio desconfiado é verdade, mas continuei seguindo. Enquanto seguíamos aquela estrada eu buscava uma placa que me indicasse que eu estava na direção certa, rodamos uns quinze quilômetros quando finalmente encontramos alguém e descobrimos que estávamos no caminho errado.
Na passagem bíblica acima, observamos o objetivo dos milagres de Jesus, são sinais que nos apontam que Ele é o Filho de Deus e assim possamos crer Nele e ter a vida eterna. Vemos portanto que os milagres não tem como propósito a cura em si, mas sempre tem uma lição a nos ensinar.
Jesus está vivo e eu creio que Ele continua a realizar milagres, sinais para Nele crermos. Sempre que recebemos de Deus um milagre, devíamos observar as lições que ele nos passou, como confiar mais em Deus, pois Ele é Senhor de tudo e cuida de nós.
No único milagre contido nos quatro evangelhos (tirando a ressurreição de Jesus) que foi a multiplicação dos pães, em João 6 Jesus dá uma grande lição aos discípulos e põem a prova se eles querem segui-Lo realmente ou se apenas querem comida. Esta talvez seja a maior lição de todas: queremos seguir a Jesus realmente ou queremos apenas seus milagres?
Imagine que você é um cego e está numa encruzilhada em sua vida sem saber que rumo tomar e então você pede ajuda a Deus e Ele te abençoa. Abre os teus olhos e você pode ver dois caminhos e uma placa indicando que Ele é o caminho a seguir, mas as vezes ficamos tão impressionados com a placa ou felizes por podermos enxergar e achamos que não precisamos mais de Deus e tomamos o caminho errado.
Lá na frente sofremos um acidente que nos deixa paralítico, então não podemos andar e pedimos ajuda a Deus e Ele nos cura. Novamente a placa mostra o caminho, mas preferimos andar com as nossas próprias pernas por outros lugares.
Para aqueles que estão no Caminho, podemos sim pedir a Ele que opere milagres em nós, o que não podemos e deixar o Caminho por não vermos a cada momento esses sinais. Na passagem citada acima, nos versículos anteriores, Jesus adverte a Tomé por ter crido apenas quando viu e então declara, “Bem-aventurados os que não viram e creram”.
Resumindo para concluir, os milagres são sinais para nos mostrar o caminho e no caminho podemos ver os sinais de milagres, mas o mais importante é continuar no caminhando no Caminho.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu não quero um Avivamento.


Eu creio que estamos perto de haver um grande avivamento. Essa não é uma frase de efeito e acho também que não é motivo para darmos "aleluias" por isso. Vou dizer por que.
Quando vejo na história bíblica e na história da Igreja os exemplos de avivamento, percebo sinais que a cada dia são mais evidente.

O maior sinal de que estamos próximos de um avivamento é o amortecimento. A maior evidência de um despertamento é o adormecimento.

Ao lermos os exemplos de avivamentos bíblicos, como nos dias em que Deus levantou juízes que levava o povo de Israel a grandes vitórias, sempre era precedido de um abandono de Deus. A frase mais comum era "e cada um fazia o que achava certo".Por isso eram oprimidos, aí buscavam a Deus e Deus se compadecia levantando um libertador.
Temos outros exemplos, como o famoso texto de Ezequiel 31, o despertamento do vale de ossos secos que tanto "profetizamos", que tanto pedimos que o "vento do Espírito" sopre sobre nós, sem dúvida nos esquecemos de todos ali estavam mortos e por isso Deus iria levantar novamente o seu povo. Era necessário Deus levantar o seu povo, pois todos estavam caídos.
Veja na história da Igreja, o maior de todos os despertamentos sem dúvida foi a Reforma que surgiu em meio ao maior esfriamento de toda Igreja, quando a mesma se encontrava com os alicerces abalados e corrompidos, o Senhor da Igreja começa a restaurá-la.
Estude sobre os outros avivamentos antigos como o movimento pietista ou o avivamento puritano, os quaquers, os morávios ou na Inglaterra, com Jonh Wesley, do País de Gales, ou dos Estados Unidos nos dias de Jonathan Edward. Enfim, a conclusão que chegamos é que avivamento não acontece porque a Igreja está bem, e sim porque está indo mal.
Creio portanto que estamos chegando perto de um avivamento não porque oramos, "profetizamos", mas porque observo sinais de arrefecimento, de esfriamento. Que sinais são esses?
O distanciamento bíblico, onde "especialistas" ou "ungidos" estão invalidando a palavra por tradições humanas; a secularização da igreja, onde buscamos implantar um reino natural, político e não o espiritual; o fogo estranho dos homens que a cada dia inventam algumas coisa para acender o fogo, são como Nadabe e Abiú, que acendem o próprio incensário e não o buscam o fogo do altar do perdão de Deus e acabam sendo consumidos; a graça de Deus cada vez mais sendo substituída por valore$$$$$, do tipo "dê para alcançar um favor de Deus" . E por aí segue, em ritmo acelerado. Veja que na história da Igreja demorou-se 300 anos para estabelecer os "patriarcas", aqui no Brasil demorou-se apenas 15 anos. Aí vem um avivamento.
Eu não quero um avivamento, quero continuar avivado no primeiro amor, mantendo o fogo do altar sempre aceso, não apagando o Espírito, vigilante como as virgens prudentes. Mas mesmo não querendo, a cada dia me convenço de que estamos precisando.