Eu creio que estamos perto de haver um grande avivamento. Essa não é uma frase de efeito e acho também que não é motivo para darmos "aleluias" por isso. Vou dizer por que.
Quando vejo na história bíblica e na história da Igreja os exemplos de avivamento, percebo sinais que a cada dia são mais evidente.
O maior sinal de que estamos próximos de um avivamento é o amortecimento. A maior evidência de um despertamento é o adormecimento.
Ao lermos os exemplos de avivamentos bíblicos, como nos dias em que Deus levantou juízes que levava o povo de Israel a grandes vitórias, sempre era precedido de um abandono de Deus. A frase mais comum era "e cada um fazia o que achava certo".Por isso eram oprimidos, aí buscavam a Deus e Deus se compadecia levantando um libertador.
Temos outros exemplos, como o famoso texto de Ezequiel 31, o despertamento do vale de ossos secos que tanto "profetizamos", que tanto pedimos que o "vento do Espírito" sopre sobre nós, sem dúvida nos esquecemos de todos ali estavam mortos e por isso Deus iria levantar novamente o seu povo. Era necessário Deus levantar o seu povo, pois todos estavam caídos.
Veja na história da Igreja, o maior de todos os despertamentos sem dúvida foi a Reforma que surgiu em meio ao maior esfriamento de toda Igreja, quando a mesma se encontrava com os alicerces abalados e corrompidos, o Senhor da Igreja começa a restaurá-la.
Estude sobre os outros avivamentos antigos como o movimento pietista ou o avivamento puritano, os quaquers, os morávios ou na Inglaterra, com Jonh Wesley, do País de Gales, ou dos Estados Unidos nos dias de Jonathan Edward. Enfim, a conclusão que chegamos é que avivamento não acontece porque a Igreja está bem, e sim porque está indo mal.
Creio portanto que estamos chegando perto de um avivamento não porque oramos, "profetizamos", mas porque observo sinais de arrefecimento, de esfriamento. Que sinais são esses?
O distanciamento bíblico, onde "especialistas" ou "ungidos" estão invalidando a palavra por tradições humanas; a secularização da igreja, onde buscamos implantar um reino natural, político e não o espiritual; o fogo estranho dos homens que a cada dia inventam algumas coisa para acender o fogo, são como Nadabe e Abiú, que acendem o próprio incensário e não o buscam o fogo do altar do perdão de Deus e acabam sendo consumidos; a graça de Deus cada vez mais sendo substituída por valore$$$$$, do tipo "dê para alcançar um favor de Deus" . E por aí segue, em ritmo acelerado. Veja que na história da Igreja demorou-se 300 anos para estabelecer os "patriarcas", aqui no Brasil demorou-se apenas 15 anos. Aí vem um avivamento.
Eu não quero um avivamento, quero continuar avivado no primeiro amor, mantendo o fogo do altar sempre aceso, não apagando o Espírito, vigilante como as virgens prudentes. Mas mesmo não querendo, a cada dia me convenço de que estamos precisando.



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